Marcio Doctors

Curador da Fundação Eva Klabin e do Espaço de Instalações do Museu do Açude

Marcio Doctors foi introduzido nas artes visuais através de Mário Pedrosa, de quem foi secretário particular a partir de sua volta do exílio.  Cursou Filosofia e é mestre em estética pelo Instituo de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com a dissertação “O mistério do visível” sobre fotografia.  Atualmente é curador da Fundação Eva Klabin (FEK) e do Espaço de Instalações do Museu do Açude.  Em 2007 foi convidado para ser curador da 28ª Bienal de São Paulo, tendo declinado o convite. Foi Crítico de arte do jornal O Globo entre 1979 e 1982.

 É também curador independente e organizou inúmeras exposições, entre elas “Livro-objeto: A Fronteira dos Vazios” (evento paralelo a Bienal de Veneza, 1993 / Centro Cultural Banco do Brasil – CCBB-RJ, 1994 / MAM-SP, 1995); “Artur Barrio: Situações/Registro” (CCBB-RJ, 1996); “Teoria de Valores” (MAM-SP, 1997 / Casa França Brasil-RJ, 1998); “O Trabalho do Artista” (Itaú Cultural-SP, 2000);“Abraham Palatinik” (Itaú Cultural-SP, 2002); “Tempo, Matéria e Permanência – O Egito na Coleção Eva Klabin Rapaport” (MASP-SP, 2001 / Casa França-Brasil-RJ, 2002); “Universo Sensíveis- As coleções de Eva e Ema Klabin” (Pinacoteca – SP e Museu Nacional de Belas Artes-R.J, 2004).  A partir de então tem se dedicado a desenvolver dois projetos de ponta que são o Projeto Respiração, intervenções de arte contemporânea na Fundação Eva Klabin, e as Instalções Permanentes no parque do Museu do Açude, onde trabalha com a idéia de arte/natureza e museu. Já participaram destes projetos na FEK: José Damaceno e Ernesto Neto (2004); Chelpa Ferro (2005); Anna Bella Geiger e Paulo Vivacqua (2006); Claudia Bakker, Brigida Baltar, Martha Jordan e Rui Chafes (2007); Nuno Ramos e José Bechara (2008) e João Modé (2009); e no Espaço de Instalações do Museu do Açude: Tunga, Artur Barrio, Adriana Varejão, Iole de Freitas, Fernanda Gomes e Claudia Bakker (na exposição temporária “As Potências do Orgânico”, 1999) e Anna Maria Maiolino, Fernanda Gomes, Erik Samak, Helio Oiticica, Lygia Pape, José Resende, Nuno Ramos, Piotr Uklanski e Eduardo Coimbra, no Espaço de Instalações Permanentes, 1999/2008).

Na área editorial, organizou os seguintes livros: A Cultura do papel (Ed. Casa da Palavra,1999); Tempo, matéria e permanência (Ed. FEK, 2001), Tempo dos tempos (Ed. Zahar, 2003), Universos Sensíveis ( Ed. FEK, 2004), A Coleção Eva Klabin (Kapa Editorial, 2007), Nocturno, sobre a obra de Rui Chafes (Ed. FEK, 2008). Participou de inúmeras publicações e catálogos, entre outros, Brasil Segni D’arte ( Bienal de Veneza, 1993); a Forma na Floresta (1999), Iole de Freitas e Anna Maria maiolino ( 2001), Helio Oiticica (2000), Lygia Pape, José Rezende e Nuno Ramos (2002), publicações da fundação Museus Castro Maya; Quando o Brasil era moderno (Ed. Aeroplano e Paço Imperial, 2001).   Tem artigos publicados nas principais revistas de arte do Brasil como Módulo Galeria, Guia das Artes e revistas internacionais como Colóquio/Artes (Portugal) e Lapiz (Espanha).

Foi membro de várias Comissões de Salões e Seleções de Bolsas, destacando-se a Comissão de Seleção do 1º Programa Petrobrás/Artes Visuais (2001).  Proferiu inúmeras conferências, entre elas, “O poder curativo da arte”, sobre a obra de Lygia Clark e “A arte da imanência, sobre a obra de Anna Maria Maiolino. Em 2002 foi eleito para o Conselho Internacional do DEMHIST, Comitê do ICOM dedicado a casas-museus, permanecendo como conselheiro até 2008.